Viver no campo – Novos Rurais

E VOCÊ… AINDA VIVE NAS GRANDES CIDADES?

Novos Rurais é o nome criado para designar uma nova classe de pessoas que, tendo nascido na cidade, optam por viver no campo. Geralmente são amantes do campo. Tendem a aproveitar o melhor de ambos os mundos e “levam” algum do conforto que têm na cidade para o campo.

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Milhares de alfacinhas,renderam-se à vida no campo

Milhares de alfacinhas (e não só) renderam-se à vida no campo e desceram a avenida da Liberdade para ver vacas, porcos, pepinos e tomates.

A Festa da Quinta, em que os visitantes eram convidados a fazer um piquenique, terminou com um concerto de Tony Carreira, a que assistiram milhares. Para o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, a adesão das pessoas é “um indicador de que é necessário incentivar a criação de hortas urbanas“. O autarca acrescentou que perante o interesse demonstrado pelos visitantes “a mostra de alimentos funcionou como uma autêntica aula”.

Numa reprodução do mundo rural, a mostra contou com 5500 talhões, onde 32 produtores nacionais mostraram o melhor que se produz no país. Eunice Silva, presidente do Clube de Produtores da Sonae (empresa que realizou o evento), precisou que “desde 1998 as compras a produtores nacionais ultrapassaram os 1100 milhões de euros”.

Entre os visitantes, os espaços destinados aos animais foram os mais concorridos. Junto das vacas, Manuel Carvalheiro referiu que foi à avenida para “matar saudades da juventude”, quando, em Pinhel, ajudava os pais no campo, trabalho que viria a abandonar aos 25 anos, quando foi para Lisboa trabalhar como motorista.

Vegetal com má fama, por ter sido associado à propagação da bactéria E.coli, o pepino foi também exposto em Lisboa. Eunice Silva referiu que não houve qualquer receio da organização. “Os nossos clientes sempre demostraram confiança nos vegetais nacionais”.

Novos Rurais – Farming Culture

Novos valores que sustentam a procura da proximidade com a natureza e com a vida no campo.

Pensar o “rural” e o “urbano” a partir de um ponto de vista dos agentes sociais que realizam essa interação, rompendo com a dualidade inerente a essas categorias. Entre o ‘local’ e o ‘global’

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Hortas urbanas: Levar as raízes à cidade

                Hortas urbanas: Levar as raízes à cidade
O fenómeno das hortas urbanas é recente em Portugal, mas os agricultores citadinos aumentam a cada dia. Os motivos prendem-se com a ocupação de tempos livres, o alívio do stress e a prática de agricultura de auto-subsistência.
As hortas urbanas, familiares ou comunitárias são pequenas parcelas de terreno alugadas a particulares para a cultura de legumes, flores e frutos em pleno cenário citadino. Este fenómeno surgiu nos países do Norte da Europa, durante a segunda metade do século XIX.
Em Portugal, a actividade começou a ser implementada e divulgada há pouco tempo mas, ainda assim, o número de hortas urbanas tem vindo a crescer, até nos contextos menos previsíveis.
A criação de hortas na cidade pretende, por um lado, garantir a auto-subsistência através de produtos hortículas e, por outro, promover a eco-sustentabilidade. Existe uma “necessidade crescente da população em contactar com a natureza e dar utilidade a espaços verdes”, refere Ana Lopes, gestora do projecto “Horta à Porta”. Em contexto de crise, o projecto garante um apoio orçamental às famílias, “tentando ir de encontro às carências” da população.

HORTAS DE SUBSISTÊNCIA AJUDAM FAMÍLIAS CARENCIADAS

As hortas de subsistência têm como missão ajudar na qualidade de vida das populações. Em 2009, foram criadas as duas primeiras hortas de subsistência, na Maia e na freguesia de Rates, na Póvoa de Varzim. Em 2010, foram inauguradas a Horta Social do Melião e a Horta da Nobrinde, a primeira criada a nível empresarial, destinada aos trabalhadores da instituição. Em Abril, a Horta Biológica Parque da Vila foi criada para reconduzir os agricultores da Freguesia de Custóias.

“Horta à Porta” está no Porto desde 2003

No Grande Porto, o “Horta à Porta” surge em 2003 para “promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas, ambientais e sociais”, refere Ana Lopes.
Aos interessados em praticar agricultura biológica e compostagem, a rede da “Horta à Porta” disponibiliza talhões de, no mínimo, 25 metros quadrados. A água, o local de armazenamento das ferramentas e o compostor comum também são assegurados. Uma das regras impostas pela Lipor é a utilização exclusiva de produtos biológicos.
Em 2008, a cidade tinha oito hortas urbanas em actividade. Três anos depois, são 17 as hortas activas no Grande Porto. A Lipor, em parceria com as juntas de Freguesia de Aldoar, S. Pedro de Rates, Aver-o-mar, Maia e Custóias, os municípios de Matosinhos, Póvoa de Varzim, Maia e Porto, a Comunidade Terapêutica do Meilão e a Empresa Nobrinde, disponibiliza, “no total, 429 talhões, maioritariamente em hortas localizadas em zonas urbanas”, esclarece a gestora do projecto.
“Os utilizadores podem cultivar produtos hortículas, plantas aromáticas, medicinais e condimentares e flores comestíveis”, elucida Ana Lopes. “Trata-se de um regresso às origens”, explica.
O projecto “Horta à Porta” está entre os 30 finalistas dos “Prémios Novo Norte“, incluído na temática do “Norte Inclusivo”. Os vencedores do concurso vão ser conhecidos a 30 de Junho, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto.

Fonte: Jornalismo Porto Net