Casas em Taipa – Construção Sustentável

A construção em terra, pedra e madeira permite cumprir um dos principais papéis que se impõe às construções actuais: a sustentabilidade dos materiais utilizados. Qualquer um destes materiais é reutilizável, não constituindo qualquer perigo, nem sobrecarga ambiental mesmo após a sua vida útil.

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Foto:Habitação em Beja
Habitação unifamiliar construída em taipa…
Proj. Arquitectura Bartolomeu Costa Cabral, João Gomes
e Mário Anselmo Crespo

A construção em terra


Ainda hoje, são inúmeros os montes com construções em taipa, muitos deles abandonados à espera de renovação.

Em Portugal, é essencialmente no Baixo Alentejo que a construção em terra tem maior expressão. A estrutura geológica, as características do solo, a herança cultural de povos com tradição em construções de terra, o clima seco e o ambiente essencialmente rural são factores fundamentais para potenciar o desenvolvimento da construção em terra.

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Alentejo – Chaminé em Tijolo Burro

O tijolo burro é utilizado na construção há vários milénios, não tendo as suas caracteristicas variado significativamente ao longo dos anos, uma vez que tal como nos primórdios continua a ser fabricado com a mesma matéria prima, a argila (terracota).

O tijolo burro é fabricado a partir de argila extraída em barreiros próprios, que depois de triturada e moída é amassada, podendo então ser moldada com o formato desejado, neste caso o tijolo burro. Após um periodo de secagem que varia de acordo com as condições metereológicas ( o tempo de secagem depende do calor e da humidade do ar) e que pode ir de 5 a 30 dias, o tijolo burro, ainda cru, é introduzido no forno onde será cozido a uma temperatura de aproximadamente 1100º.

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Um Alentejo pop

Imagine um enorme descampado com casinhas em taipa brancas com janelas azuis.

Em seguida, as imponentes ruinas romanas de Cucufate, de 1.d.C.. Agora junte a  esse cenário, uma construção ultra moderna, uma enorme caixa de concreto envidraçada, rodeada de vinhas e alfazemas e recheada de obras de arte, objetos de design, wine bar, comida alentejana e ótimos vinhos. Pois estamos falando da Herdade do Rocim, a mais ‘pop’ das 250 vinícolas do Alentejo.

É um dos raros projetos modernos de uma região onde predominam construções centenárias. E técnicas de vinificação milenares também: perto dali, a tradicional José Maria da Fonseca continua engarrafando vinhos fermentados em antiquissimas anforas de barro.O projeto é do arquiteto Carlos Vitorino, que conseguiu erguer uma construção moderníssima, sem destoar da paisagem.  O muro maciço de pedras típicas dessa região encobre, da estrada que leva de Vidigueira até a vila de Cuba, baixo Alentejo, as linhas modernas da sede.

 

 

 A Herdade do Rocim, vinicola nova, manda para o Brasil suas três linhas de vinhos: Olho de Mocho (mocho é o nome de uma planta local), Rocim (raça de um cavalo) e Grande Rocim. São oito rótulos distintos e 250 mil garrafas, entre 40 tintos e 20 brancos, uma combinação de castas como Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouchet, Touriga Nacional, Antão Vaz e outras uvas que crescem pelos seus 60 hectares.

 

São seis mil metros quadrados de área construida, onde os grandes espaços predominam. Ali, os vinhos são vinificados em meio a telas…

 

 

 

 

Concertos musicais, peças e mais uma, loja de design bacanérrima, wine bar, restaurante e uma adorável livraria só com titulos relacionados ao vinho, da poesia e romance aos guias e obras técnicas. 

 

 

Uma das atrações do anfiteatro ao ar  aivre ( palco dos mais variados espetáculos) é a escada de azulejos vermelhos, por onde corre a água que vai dar no espelho d´ agua: você jura  que é vinho tinto correndo.

 

Mas apesar de todas as bossas que pontuam o projeto, o principal salãodo Rocim abriga um grande largar em mármore branco, quase uma escultura:é ali onde acontece o pisa-pé ou seja, quando as uvas são esmagadas com os pés, prática ainda comuníssima nessa parte de Portugal. 

 

 

 

 

 ” Dá-me mais vinho que a vida é nada”. ” A vida é boa, mas o vinho é melhor” ambas de Fernando Pessoas. No wine bar/ restaurante, come-se queijos cremosos com pão alentejano (espetáculo!), sopa de cação (já provou?) e “burras”, as clássicas bochechas do porco servida com migas. E ouvindo fados com Amália Rodrigues ou Mariza (adoro).

 


No bar wine, organizam degustações da linha completa da casa. Há mesas espalhadas pelo varanda descoberta. O Gran Rocim Reserva é o top dali e sai por 50 euros a garrafa. Mas curtição mesmo é beber o Mariana e conhecer a razão do nome do rótulo

 

 

foto do Oscar Daudt, que não saiu com crédito hoje, no ELA (minhas desculpas)

 

Remete à Mariana Alcoforado, freire que viveu um romance palpitante (e frustante também) com o Marquês de Chamilly. Foram jutas de amor documentadas em cartas, tempos depois reunidas no belo livro “Cartas Portuguesas”, iniciativa da própria Mariana. A soror virou abadessa e morreu aos 83 anos, em um convento em Beja, cidade vizinha ao Herdade do Rocim.

 

Não é o Alentejo na sua essencia?”

Por:Luciana Fróes/Globo 

 

São Brás de Alportel – Algarve


O centro histórico é o ponto privilegiado para partir à descoberta de São Brás de Alportel. O adro da Igreja Matriz oferece-lhe uma bela panorâmica, desde o barrocal até ao mar, e no seu entorno, pode encontrar algumas das mais valiosas jóias do património concelhio.

Em pleno coração da vila, pode apreciar os mais vistosos e importantes edifícios. Observe o contraste entre os edifícios altos e imponentes e as modestas habitações térreas, percorra as ruas estreitas, demore-se nos largos, aprecie os magníficos trabalhos em cantaria, as chaminés e as açoteias que caracterizam a arquitectura local.

É bom viver no Algarve.
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Finding a Lost World in the Azores

Photo by Fernando Moital

By Jeanine Barone

It started with a rumor of a lost world on the island’s north coast. “You mean one of thefajãs,” says my guide, Elizabeth. “We’ve got dozens of them.” These flat, fertile shelves, formed by erosion and volcanic activity, huddle at the base of sheer sea cliffs. “But I’d like to hike the lost world fajã,” I say. “Ah, that would be the Fajã da Caldeira de Santo Cristo,” says Elizabeth. “It’s a fairly isolated land that’s not accessible by car,” she adds.

I have had a long-term love affair with islands. On my latest tryst, I set off for a necklace of nine volcanic dots that lie in the Atlantic — at least 1,000 miles from anywhere: the Azorean isles. My destination, São Jorge, is most noted for its hallmark product: creamy, piquant, cheddar-like cheese that’s crafted traditionally and sliced from giant wheels. But I’m all about setting foot on this isolated fajã.

At 2,200 feet above sea level, Elizabeth and I amble through a bucolic landscape, the ridge of Serra do Topo, along a narrow donkey path that slices through steep pastures speckled with cedar, juniper and heather. The route, long used by villagers, is rimmed with plump blue and purple hydrangeas. We walk through a series of simple swinging gates constructed of Azorean heather branches to keep grazing cows from straying. Elizabeth points to where we’re headed: far below is the verdant ravine of Caldeira de Cima, blanketed with endemic and endangered species, far below.

Aside from the cows and botanicals, we’re utterly alone. The silence is palpable as we negotiate the undulating track and then down a series of steps cut into the rocky cliff surface. Suddenly the sound of rushing water saturates the air: a tumbling waterfall and stream farther along the path. Low-lying dark walls fashioned from massive basalt rocks twist through the pastoral setting that’s a riot of flora, including fragrant ginger lilies and delicate pink-blossomed belladonna. This is a land that tugs at the senses.

Finally, the glassy azure blue surface of the Atlantic, our destination, becomes visible. Across an old stone bridge, I find an aged watermill, and then the gushing waterfall with its tempting small swimming hole. In the distance, a neighboring Azorean island,Graciosa, comes into view.

From a precipice, I spy the fajã that’s a patchwork of green hues, punctuated by a cerulean lake, Lagoa da Caldeira de Santo Cristo. This salty lagoon’s claim to fame is that it’s the only one in the Azores that’s brimming with clams. As I contemplate this lost world, we step into a tunnel of foliage that briefly blocks out the sun.

After two hours following this picturesque path that rises and falls, we arrive at the fajã and meet the only people we’ve seen so far: eight male and female surfers toting their vibrantly painted boards. They’ve come for the large swells that make this faja Europe’s best boarding spot.

Bruce Nelson

The fajã itself, with its wee chapel, is networked by narrow lanes hemmed in by lava stone walls. Among the quaint, whitewashed, red tiled-roofed dwellings — only a handful of families live here year round — the gardens are thick with rows of tomatoes, spinach, cabbage, potatoes, yams and other produce. I sample a plate of plump, sweet clams at Borges, a small restaurant/bar that also serves limpets and linguiça, a smoked sausage. Sitting on the patio, I admire the interplay of sky and water: the twin bi-color bodies of water, separated by a strip of a pebble beach. I’m close to the ends of the earth and enjoying every minute of it.

Go: The nine islands that make up the Azores are snuggled in the Atlantic Ocean, almost midway between Europe and North America

Getting there: SATA Air Azores flies to Ponta Delgada on Sao Miguel, the largest of the islands. From there, you can access São Jorge first via a short flight to Terceira. (If you’re in Lisbon, TAP Portugal also flies to Ponta Delgada or Terceira.) Another option is if you’re staying on Pico Island, you can take a 40-minute ferry to Sao Jorge.

When to go: May to August or September are the warmest months with the least rain. But October and November can also be quite pleasant and you’re more likely to find good air/accommodation packages with SATA Air Azores.

New York City native Jeanine Barone is a travel writer who loves to explore the less traveled parts of the world.

 

Fonte da Benémola

Situado nas freguesias de Querença e Tôr, concelho de Loulé, o Sítio Classificado da Fonte da Benémola é um local de grande beleza, ainda pouco conhecido, símbolo da diversidade paisagística da região Algarvia.

O local é atravessado pela bonita Ribeira de Menalva que, abastecida por algumas nascentes, mantém durante os meses quentes de Verão muito mais água do que a maioria dos cursos de água da seca região Algarvia e situa-se numa interessante zona de transição entre o litoral algarvio e a serra, provendo interessantes características.

A Flora é muito rica e abundante, com espécies diversas como salgueiros, tamargueiras, canaviais ou loendros na parte ribeirinha, e outras como alfarrobeiras, aroeiras, tomilhos, alecrins e carrascos, entre muitas outras.

A existência de água durante todo o ano ajuda à fixação e diversidade de espécies de Fauna, aqui habitando, entre outros, guarda-rios, chapins, garças ou mesmo lontras.

A região envolvente tem tirado o melhor partido desta abundância de água, utilizando-a como instrumento primordial agrícola, pelo que ainda se podem ver interessante construções rurais como açudes, noras ou moinhos de água.