Os dias que correm – Em modo de sobrevivência

Andamos por aí blindados, brincando aos carros de assalto, cada um a pensar na melhor estratégia para defender os seus interesses. Fala-se e ninguém realmente escuta, impacientemente à espera da sua vez de falar. E depois… todos têm tantas opiniões para dar e tanta razão no que dizem!
Quando as coisas azedam, do assunto em discussão passa-se para o ataque pessoal e lá vão mais uns entrechoques, uns riscos e uns arranhões. Fala-se de coisas que nada têm que ver mas há que saber que, em modo de sobrevivência, os egos disparam sem raciocinar sobre tudo o que mexe. E os minutos e as horas passam… nada se decide… nada se conclui. Vai-se lavando roupa suja. E à mão!
Geralmente está tudo muito mais empenhado em ter razão e fazer valer o seu ponto de vista – custe o que custar e sem olhar a meios – do que em ouvir todas as partes, ponderar a melhor solução e chegar a um consenso. Alguns opinam mesmo só por opinar, porque ficar calado é sinal de não se ter opinião – fica mal. Por isso, quando chega a hora de tomar decisões – daquelas que não podem ser adiadas – está tudo exausto e desgastado. Decide-se então à pressa, tendo em pouca conta o que foi dito, porque tem de se chegar a alguma conclusão e já é tarde!
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O projecto “Rota Vicentina”

Para ficar a conhecer melhor o projecto “Rota Vicentina” e poder dar o seu contributo, estão calendarizadas 15 sessões públicas de esclarecimento no Alentejo. De Sines a S. Miguel vamos andar de terra em terra com mapas e slides debaixo do braço, e o objectivo de informar, envolver e esclarecer o maior número de pessoas. Participe e divulgue, este é um projecto de toda a região!

Public sessions at Alentejo, in May, June and July 

To learn about the project “Rota Vicentina” and give your input, 15 discussion sessions are scheduled in Alentejo. From Sines to S. Miguel, we’ll cover the territory with the objective to clarify, engage and inform the greatest number of people. Participate and share with your contacts, this is a project of the entire region! 

A Love Story… In Milk

A Love Story… In Milk from Catsnake on Vimeo.

Novos rurais: Os electrotécnicos das ervas aromáticas

Os bits e megabits, os computadores e as novas tecnologias foram esquecidos e todas as energias e processamento de dados são agora canalizadas para as Ervas de Zoé, a empresa sedeada no Ladoeiro, na Quinta das Mentas, que mudou radicalmente a vida dos engenheiros electrotécnicos Henrique Manso e Rosário Martins.

Uma mudança muito ponderada, que deixou para trás toda uma vida estável em termos profissionais e pessoais, uma vida bem sucedida, com “uma excelente casa e hipótese de progressão na carreira”. Tudo ficou em Lisboa e nem todos os que os rodeiam perceberam esta troca do mais que certo, pelo inseguro.
Foi um risco que foi sustentado ao longo dos anos, muito pensado, discutido, mas realizado com uma forte certeza e enorme força de vontade. “Foi uma decisão que tomámos cedo, mas chegámos à conclusão que tinha que ser e que não íamos esperar pela reforma”, refere Rosário.
Ambos, de forma mais ou menos consciente, sentiam o apelo à terra, às suas origens. As famílias têm raízes em pequenas aldeias da região e o regresso amiúde foi aguçando o apetite do retorno às origens. “Não é uma decisão fácil, a todos os níveis. Uma pessoa tem estabilidade profissional, tem uma vida a rolar e decidir deixar um conjunto de coisas, não é fácil. Mas, quando há vontade, acaba por se sobrepor. E acreditar que o que se vai fazer vai resultar, tão bem ou melhor do que aquilo que se fazia, é um pormenor fundamental”, afirma Henrique.
A família de Rosário é de Lentiscais, anexa de Castelo Branco, e apesar de ter seguido um caminho diferente e optado pela grande cidade, sempre sentiu uma relação muito forte com a terra. “À medida que ia tendo uma vida cada vez mais citadina fui-me apercebendo e o Henrique acompanhou-me sempre nesse sentimento”, concretiza.
Começaram então à procura de um terreno e quase correm o país com esse objectivo. Não havia dúvidas que o concelho de Idanha-a-Nova era a opção certa e o Ladoeiro ganhou. “Aqui há muita água e excelentes condições para praticar agricultura, não estando muito longe dos Lentiscais nem da terra do Henrique, que é perto do Sabugal. Foi também uma coincidência encontrar este local com todas estas condições para fazer aromáticas”, explica, porque, desde início que a ideia era dedicarem-se às aromáticas. Não tanto pelas condimentares, mas sim pelo chá, de que ambos são fãs incontornáveis.
“Isto foi um gosto que sempre tive ao longo da vida e que nunca valorizei. Tinha a paixão pela electrónica e pelas novas tecnologias, que foi sempre mais importante, mas o outro esteve sempre presente e foi crescendo até se tomar esta decisão”, diz Rosário, sendo seguida por Henrique que reitera que “é uma paixão de há muitos anos, principalmente da Rosário, que já vinha adquirindo conhecimentos e por isso, quando aqui chegámos já sabia bem o que queria, apesar da sensibilidade para as aromáticas lhe ser inata”.
Quando deixaram tudo para trás, os filhos tinham um e três anos e esse foi o móbil que preponderou. “Foram um pouco eles que nos empurraram, tínhamos vontade mas nunca nos decidíamos e com estas idades achámos que estava no limite, para eles não criarem raízes e não têm a noção do que ficou para trás e do que existe hoje”, concretiza a mãe.
Já estão há três anos com as Ervas de Zoé. Pouco tempo para implementar um projecto destes que, para já, se estende quase ao hectare e meio de plantação de aromáticas, apesar de a quinta possuir cerca de oito.
Ao todo, são cerca de 50 plantas diferente que utilizam para condimento e para chás. E o tratamento da planta em si é diferente consoante a sua finalidade. “Para condimentar tiramos só as folhinhas, porque é desagradável apanhar paus, por exemplo, numa salada. Já para infusão trituramos em troços pequenos”, explica Henrique.
As Ervas de Zoé têm 12 referências condimentares e 21 para infusão, para além do conjunto de misturas que foi criada, para linhas específicas. Nomeadamente a da manhã (com três chás diferentes), o pós-refeição (com dois) e a noite (com dois). Já estão a trabalhar numa outra linha, dedicada ao bem-estar.
“Pedem-nos imensos chás para emagrecer… é uma loucura”, afirma Henrique, embora esta linha se estenda a infusões destinadas a problemas como a febre…ou outros sintomas que possam ser combatidos desta forma.
“A Rosário é a pessoa que tem mais feeling e inspira-se no que existe, na literatura e sobretudo nos franceses. Depois, vai experimentando e para além do efeito, procura que seja saboroso, porque uma infusão deve ser um momento de prazer e não um castigo”, ironiza Henrique.
As Ervas de Zoé são distribuídas, essencialmente, para lojas e o escoamento é feito pelo casal. “Nós fazemos tudo: produção, processamento das plantas, embalamento e depois procuramos os clientes”, acrescenta, destacando que vendem em lojas da especialidade e lojas gourmet. A Espanha ainda não chegaram, porque também ainda não houve essa preocupação. Este ano esperam atingir já um número de lojas razoável e reconhecem que ao fim destes três anos as coisas evoluíram bem.

Autor: Cristina Mota Saraiva/Lídia Barata

Comer bem em Lisboa, Cascais e Alcabideche

Ano passado, a revista Monocle elegeu Lisboa como a 25ª melhor cidade no mundo para morar, muito por conta dos baixos índices de violência. Se fosse feito um ranking dos melhores lugares para comer bem, com preços razoáveis, tenho certeza de que a cidade ainda subiria algumas posições.

O país está em crise econômica. Por isso, comparado a outros destinos da Europa, hospedar-se bem e comer nos melhores restaurantes sai muito mais barato do que no Rio ou em São Paulo, por exemplo.

Além disso, o conceito de comer bem aqui pode realmente significar entrar em qualquer restaurante que pareça “mais simpático” ou entrar mesmo pelo cheiro. Dificilmente a comida será ruim. Por isso, optei por não ir a nenhum dos restaurantes mais badalados ou considerados “o melhor de Lisboa”. Tavares, Bica do Sapato, Eleven, Solar do Presunto… não entraram na lista dessa vez.  Procurei visitar os tradicionais, onde as famílias portuguesas vão no almoço do domingo ou para comemorar a festa de aniversário.

Abaixo vou dar indicações de 3 lugares para comer em Lisboa e seus arredores (a uma distância de 40 minutos de carro) : um clássico da cidade, o Farta Brutos; o mais elogiado restaurante na praia em Cascais, o Porto de Santa Maria; e uma adega típica, daquelas com mesas gigantes para ir com a família, em Alcabideche, o Casa do Victor.

1) O primeiro é o Farta Brutos. Fica próximo ao largo do Chiado, na região bem boêmia da cidade. Lugar pequenino, com poucas mesas. Conhecido por ser o restaurante favorito de José Saramago e por suas sardinhas. Existe na cidade há algumas décadas e seu proprietário é uma figura.

Em todas as mesas de brasileiros, ele vai contar que seu pai mudou-se para o Brasil, e ele nunca mais teve notícias. Um dia, resolveu vir para o Rio e procurar pelo pai. Depois de pagar algumas rodadas de cachaça em um bar, descobriu que ele morava em uma favela e tinha tido mais 20 filhos com 8 mulheres diferentes. É só dar corda para a conversa que o assunto vai rendendo, cada vez mais inverossímel. Mas muito divertido.

Fora a boa conversa, a comida também é ótima:

Comi lá pataniscas divinas e crocantes. Pataniscas são frituras com lascas de bacalhau. Elas podem ser em formato de bolinhos como esse do Farta Brutos. Outras vezes são como salgadinhos maiores e até em forma de tempurá. Mas são sempre deliciosas.

E, claro, as sardinhas empanadas e fritas. Perfeitas com cerveja gelada e sem culpa.

Com os dois pratos e uma bebida, a conta sai em torno de 40 euros e dá tranquilamente para duas pessoas.

2) Assim como a Espanha, Portugal é conhecido por seus frutos do mar. E tem coisas que, hoje, só é possível comer por lá, como os percebes e as sapateiras, por exemplo. Se você quer comer bem peixes ou frutos do mar, sempre vai receber indicação de um restaurante: o Porto de Santa Maria, que fica na beira da praia, em Cascais.

Essa é a vista que se tem de dentro do restaurante, sentado na mesa.

O Porto de Santa Maria tem um dos maiores menus de peixes e frutos do mar de Portugal. E é também um dos restaurantes mais caros.

Você chega e é recebido com uma mesa com salgados (pataniscas de bacalhau e “rissois” de queijo) e uma divina ricota com pães.

Como eu estava com desejo, pedi uma sapateira para começar. Você entra no restaurante e dá de cara com elas ainda vivas, no aquário. Aí são preparadas e servidas fresquíssimas, junto com um quebrador de cascas, para ir descobrindo as carnes adocicadas. As das patinhas são as melhores.

Depois, pedimos um arroz de mariscos, que na verdade não tem mariscos, mas camarões e lagostas em um molho de tomate. Delicioso!

Para terminar, a sobremesa: toucinho do céu.

O almoço para duas pessoas com vinho saiu por 110 euros.

3) Pertinho do Porto de Santa Maria, em Alcabideche, no caminho para Sintra, fica a Casa do Victor. É uma versão portuguesa da cantina italiana, com pratos típicos e comidas e vinhos pendurados no teto. Alcabideche é tipo um bairro, em Estoril, e tem uma praça, com o restaurante e só.

Como em muitos restaurantes de Portugal, você chega e é recebido com um prato de camarões. Frios. Eles foram previamente cozidos e agora são servidos quase gelados junto com uma maionese.

E também um prato de croquete de carne.

Depois, como prato principal, pedimos uma cataplana, prato típico do Algarve, sul de Portugal, que é um grande ensopado de peixe, camarão, lagosta e mexilhões, feito numa panela específica. É servido junto com arroz.

O almoço para duas pessoas, com vinho, sai em torno de 40 euros.

Farta Brutos: travessa da Espera, 20, Lisboa, tel. 213 426756.
Porto de Santa Maria: estrada do Guincho, 2750-642, Cascais. Tel. 21 4870240.
Casa do Victor: Largo 5 de Outubro, 2, Alcabideche, Estoril. Tel. 21 4690305.

Autor: Alessandra Blanco

Cycle Chic

Clássicas de corrida de outros tempos, tornaram-se hoje em dia, concorridas máquinas para utilização urbana. O Rui enviou-me estas fotos, orgulhoso do seu brinquedo novo… mas quem fica bem na bicicleta é a sua cara metade!

via: Lisbon Cycle chic 

Tá frio!

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(Foto: Nuno Veiga)