Os dias que correm – Em modo de sobrevivência

Andamos por aí blindados, brincando aos carros de assalto, cada um a pensar na melhor estratégia para defender os seus interesses. Fala-se e ninguém realmente escuta, impacientemente à espera da sua vez de falar. E depois… todos têm tantas opiniões para dar e tanta razão no que dizem!
Quando as coisas azedam, do assunto em discussão passa-se para o ataque pessoal e lá vão mais uns entrechoques, uns riscos e uns arranhões. Fala-se de coisas que nada têm que ver mas há que saber que, em modo de sobrevivência, os egos disparam sem raciocinar sobre tudo o que mexe. E os minutos e as horas passam… nada se decide… nada se conclui. Vai-se lavando roupa suja. E à mão!
Geralmente está tudo muito mais empenhado em ter razão e fazer valer o seu ponto de vista – custe o que custar e sem olhar a meios – do que em ouvir todas as partes, ponderar a melhor solução e chegar a um consenso. Alguns opinam mesmo só por opinar, porque ficar calado é sinal de não se ter opinião – fica mal. Por isso, quando chega a hora de tomar decisões – daquelas que não podem ser adiadas – está tudo exausto e desgastado. Decide-se então à pressa, tendo em pouca conta o que foi dito, porque tem de se chegar a alguma conclusão e já é tarde!
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O retrato da Internet em Portugal

Estudo revela os hábitos dos portugueses on-line.

Nove em cada 10 utilizadores de internet portugueses usam a internet para pesquisa de produtos e para tomar a decisão de compra de um produto ou serviço. Esta é uma das conclusões de um estudo da Google Portugal, encomendado à TNS, apresentado esta quarta-feira.

Fonte: IOL Diário

Tertúlia a Sul

Tema da Tertúlia a Sul

Consumimos a maior percentagem da nossa existência a cumprir rotinas. Isso bastará para nos dar a felicidade que todos perseguimos? Ou, como seres inquietos que nascemos, ambicionamos sempre algo mais, algo diferente do que satisfaz os outros bichos?

Eis um problema existencial que sempre preocupou espíritos sensíveis. Quem é mais feliz? Quem preenche um ideal de vida mais verdadeiro? A gente simples e inculta do campo, que frui a sua existência em contacto com a natureza, sem interrogações, sem angústias, sem dúvidas, limitando-se a viver uma vida natural, acreditando na pureza dos seus actos e na força da fé, ou as pessoas que lêem, viajam, estudam, se interrogam, duvidam, se angustiam, sempre insatisfeitas, sempre em busca de respostas que não encontram, desesperadas?

Que vida tem mais sentido? A vida simples e natural ou a vida complexa de quem ousa questionar? O povo tem um ditado: “Não vá o sapateiro além da chinela.” Isto é, não estaremos a querer saber demais?

Geração ‘V-low’

A geração “virtual” apaixona-se mais do que qualquer outra pela compra de tudo, em todo o lado e a todas as horas.

Na língua antiga dos brâmanes, sagrada numa grande parte da Índia, a palavra ‘avatâra’ refere-se à encarnação terrestre de uma divindade, ou então, à reencarnação ou transformação da alma, essência da religião hinduísta. A capacidade de alguns génios globalizou o termo avatar na ‘second life’, uma das redes sociais mais populares, como um exemplo pós-moderno dessa reencarnação em vida ou “segunda vida” virtual em forma de figura digital tridimensional. Perguntou-se quem são e como se comportam estas identidades inventadas?

Alfredo Revuelta no (DN)

Preparar o futuro

O processo de evolução do Turismo não foi linear, passou por muitas vicissitudes e profundas alterações.

Em 1990 cruzaram fronteiras em todo o mundo 450 milhões de turistas. Em 2007 foram 900 milhões e prevê-se que sejam 1600 em 2020. Estamos perante uma das mais importantes actividades económicas do mundo. Portugal, à sua escala, com os seus 12 milhões de turistas, acompanhou com sucesso esta evolução. Importa no entanto ter presente que o processo de evolução do Turismo não foi linear, passou por muitas vicissitudes e profundas alterações: o espectacular aumento do número de pessoas com capacidade económica para viajar e gozar férias no estrangeiro; o desenvolvimento dos modernos meios de transporte, sobretudo aéreo; o aparecimento de novos destinos atractivos, em novas regiões, países e continentes; a melhoria e sofisticação crescente da «oferta» turística (alojamento, lazer); os preços cada vez mais competitivos. Mas assistimos também a um fenómeno, menos visível, mas muito importante: a alteração qualitativa da essência do “viajar” e do próprio Turismo.

Vítor Neto (JN)

José Luís Peixoto

Tem 33 anos, há sete que vive só do que escreve. E o que escreve é da literatura portuguesa mais traduzida no mundo. José Luís Peixoto, contrário do alentejano que vive devagar, tão depressa ganhou o prémio Saramago como passou a ter o seu  nome atribuído a um galardão para jovens escritores.  Se já era diferente antes, agora, diz, é ainda mais.

Foi mais difícil conquistar o prémio Saramago, ou Saramago,  o escritor?
Não me sinto à vontade com o verbo “conquistar”. Não creio que tenha conquistado o escritor. E o prémio conquistei-o só uma vez.

José Saramago faz parte dos escritores a quem enviou o seu primeiro livro “Morreste-me”?
Faz. (Cont. Farpas)

Turismo Sustentável

O Algarve e Portugal têm um enorme potencial para aumentar as receitas com o turismo de qualidade. O filme que o Turismo de Portugal preparou para campanhas na Europa é excelente. A nova política da RTA para o Algarve é óptima.

Mas temos ainda muito a fazer para passar de intenções para acções.
Os dados que nos chegam da União Europeia (UE) são terríveis.Para alongar a estação turística, destacar a nossa maravilhosa gastronomia, cultura, música, natureza, precisamos de corajosos Portugueses que digam as verdades e exijam dos governantes que os seus institutos cumpram o seu dever.

Faltam nas Regiões Turísticas representantes de pequenos restaurantes e hotéis, taxistas, artesões. Faltam descobridores para buscar a nova riqueza, o turismo de qualidade. E um rei poderoso, que pense no povo primeiro, mesmo à custa dos arrogantes e retrógrados condes do betão.

Jack Soifer*

*Consultor e autor de livros como «A Grande Pequena Empresa» e «Empreender Turismo»