Algarve Natural

Surpresas e encantos de um universo por descobrir

Na multiplicidade algarvia encontram-se espaços em que a Natureza se encontra ainda em estado puro.

Nos parques naturais, nos sítios classificados, ou nos locais de interesse ecológico, sobrevivem espécies, da fauna e da flora, que fora destas áreas estão já em vias de extinção. Outras há que, graças a características muito próprias da região, só aqui se desenvolveram, constituindo património local.

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Algarve entre os destinos ideais do New York Times

O Algarve está entre os 45 destinos preferenciais sugeridos pelo New York Times para as viagens dos seus leitores em 2012.
A região portuguesa surge em 29º lugar na lista, entre locais tão diversos como as Maldivas, a Antártida ou Londres, capital britânica.
Alexander Lobrano, jornalista responsável por traçar o perfil do Algarve, descreve-o como a “Riviera portuguesa” e dá destaque ao facto de, embora seja um destino turístico por excelência há já muito tempo, estar a trabalhar no sentido de alcançar, no futuro, um público mais abrangente.
Para o fazer, escreve o New York Times, o Algarve “reciclou-se a si próprio” com “novos ou renovados hotéis de luxo que enfatizam o estilo, a autenticidade e a ecologia”, entre os quais sobressai o Hotel Bela Vista, em Portimão, considerado um “exemplo perfeito” com um “design incrível” da autoria de Graça Viterbo.
O perfil traçado enfatiza ainda as áreas mais “sossegadas” do Algarve, como Sagres ou Olhão e não deixa de mencionar as “atrações naturais” algarvias, nomeadamente a Ria Formosa, que permitem desfrutar “da beleza pura das praias de areia branca”.

Clique AQUI para consultar a lista completa de destinos turísticos indicados pelo jornal norte-americano.

Odeceixe – Algarve


As praias são a grande atracção nesta zona. São simplesmente fabulosas! Mesmo a Sul de Aljezur um entroncamento conduz às praias de Arrifana e Monte Clérigo. A Norte, existe um desvio assinalado com uma placa que diz ‘praia’ – siga-a até à praia da Amoreira. Na fronteira com o Alentejo, a praia de Odeceixe é uma enseada protegida, popular entre os surfistas.

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Conheça um Algarve diferente!

 

 

O interior tranquilo e verdejante esconde aldeias tradicionais e paisagens espectaculares.
Aprecie a beleza e o aroma da vegetação onde não falta alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva, urze ou até as orquídeas, mais raras.

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Head south to the Tuscany of Portugal

WHEN most British holidaymakers think of Portugal, they probably think of the Algarve. But there’s a lot more to this wonderful little country than the resorts on the south coast.

Alentejo is the next region north of the Algarve and covers most of the south of the country, sharing a border to the east with Spain.

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With rolling Mediterranean countryside dotted with olive groves and cork trees, it’s not hard to see why travel guides have dubbed it “the new Tuscany”.

The beautiful landscape is immediately welcoming, and combined with a relaxed, small town atmosphere and great food, it makes for a very appealing destination.

From perfectly preserved medieval castles to art galleries and aquariums, there’s something for all ages in the heart of Portugal.

Of particular appeal for tourists looking for somewhere different to stay are the region’s many “pousadas” – luxury hotels built in historic buildings.

There are 44 across the country and each one is unique, offering a wide choice of accommodation that is far more interesting than the average run-of-the-mill holiday hotel.

Pousada Flor da Rosa in Crato is a perfect example, formerly a castle, a convent and a palace. Previously a monastery for the Knights of the Order of Malta, the building’s many historic features have been preserved.

But between the parapets and stone walls are all the indulgences you might expect from an excellent hotel, including a swimming pool.

There’s plenty to see in Alentejo’s 12,000-square miles, so hiring a car to take in as many sights as possible is probably the best way to go.

High on your list should be the horse stud farm of Alter Real in Alter do Chão.

Housing the Lusitano horse – a Portuguese breed – it is also a horse riding school dating back to the 18th century.

Visitors can expect to see dozens of these impressive animals up close during a tour of the site.

But Alter Real is not just about horses. It is also home to an impressive aviary for hunting birds.

From the smallest to the mighty golden eagle, you can see a wide range of birds in what is a growing part of the complex.

Food is a pure pleasure in this part of the world. From traditional smoked sausage and cheese to a hearty dogfish soup, there are plenty of regional specialities to keep you going.

Desserts have a definite Arabic flavour, with the ubiquitous honey and almonds revealing the region’s Moorish roots.

If you stop in the town of Portalegre, then the restaurant Tomba Lobos is definitely worth a visit for any self-respecting foodie.

The literal translation – “it overthrows wolves” – won’t help you much, but your taste buds will thank you for indulging them.

Chef José Júlio Vintém offers a modern take on Portuguese cuisine in a setting that is stylish but without pretension.

Like so many in the region, Portalegre itself is a pretty town, filled with narrow, winding streets.

It’s also home to the museum of Alentejo tapestry with examples of the traditional Arroiolos carpets. These are unique recreations of original paintings, in the form of tapestry. The amount of effort that goes into the pieces is extraordinary and a great tribute to Portuguese craftsmanship.

With it’s rustic charm and Latin character, Alentejo is a region that will exercise your camera finger and your shoe leather. And there’s no better sight-seeing destination than the fortified hilltop town of Marvão.

The castle there dates back to the 13th century and there are outstanding views that reach as far as Spain on the horizon.

The town below is pure picture postcard, awash with those familiar Mediterranean white walls and terracotta roofs, gorgeous flowers and charming locals.

People here clearly enjoy life and it’s not hard to see why – beautiful surroundings and sun-kissed skies are a winning combination.

Of course, one of the main reasons so many Brits head to southern Europe is the weather.

At home, the unexpected late-summer heat in September was certainly welcome, but is far from guaranteed.

Alentejo, meanwhile, like much of Portugal, is pretty much guaranteed good weather whenever you decide to pop over for a visit.

You can reach Alentejo in little more than an hour from the capital Lisbon, itself just a few hours from Bristol, with plenty of flights to choose from.

Even in October, temperatures push towards 30 degrees centigrade, so if you’re looking for some pre-winter sunshine, this is definitely an affordable choice.

Novos Rurais – Um regresso com futuro

São jovens empreendedores QUE MIGRAM PARA O campo com uma renovada cultura de território, e visão a longo prazo da importância da agricultura para o País e para o seu legado. Promovem um regresso sustentável à RURALIDADE, que combate o desemprego, estimula o desenvolvimento económico e gera poupanças na economia familiar.

POR GABRIELA COSTA

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Em 2015, mais de 69 por cento da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. O número avançado recentemente pela ONU revela um crescimento significativo desta concentração, que não é nova: em 2001, 42% da população vivia nas áreas metropolitanas.
Sucede que esta realidade promove o aumento do custo de vida (no mesmo ano, setenta por cento do endividamento das famílias concentrava-se nas áreas metropolitanas), dos problemas de mobilidade e das condições de vida precária, a nível social mas também ambiental.

Para os Novos Povoadores, a promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais “provocará o desejado êxodo urbano”. Reduzir o fosso das assimetrias regionais com benefícios para os novos residentes e para os territórios de baixa densidade é um objectivo a conseguir através da instalação de unidades empresariais no interior, a custos reduzidos, e com uma mão-de-obra também mais barata que a dos centros urbanos.

O campo torna-se ainda uma boa escolha pela reconhecida qualidade de vida que proporciona, graças à sua baixa densidade, defendem os Novos Povoadores, que estão a dinamizar uma rede de empreendedorismo no meio rural, em sectores económicos suportados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação.
Uma “economia sem geografia” não é uma visão utópica numa sociedade cada vez mais globalizada, preconizam, e “a ruralidade tem hoje atractivos que lhe permite competir com as áreas urbanas, garantem.

Frederico Lucas, que promove o projecto Novos Povoadores e coordena o infoex.pt (iniciativa que acolhe em património edificado ao abandono, no interior do país, empresas de jovens empreendedores, em áreas como a agricultura, a comunicação ou a floresta), é um defensor dos Working Labs, oficinas de experimentação profissional que estão a ser dinamizadas em articulação com algumas autarquias. Estas oficinas resolvem dois problemas, afirma: são uma alternativa para muitos jovens qualificados no desemprego e dinamizam os equipamentos públicos já existentes nos meios rurais.

Neste modelo flexível de ‘levar a cidade para o campo’, a agricultura surge como área estratégica, já que “é consensual que Portugal pode reduzir a dependência externa dos produtos agrícolas”. Esse caminho pode e deve ser traçado apoiando novas iniciativas agrícolas orientadas para as novas tendências de consumo, defende Frederico Lucas.

Ainda vive na cidade?

“Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias.” É com esta filosofia de vida que o Movimento Farming Culture, Novos Rurais defende novos valores que sustentam a procura da proximidade com a natureza e com a vida no campo.

Pensar o “rural” e o “urbano” a partir da interacção de agentes sociais que visam “romper com a dualidade inerente a essas categorias” é a missão deste projecto que se dirige a uma nova classe de pessoas que, tendo nascido na cidade, opta por viver no campo.

Os também chamados Agricultores de Sofá são jovens executivos, empreendedores, que “gerem a dinâmica e o stress empresarial mas não usam gravatas”. Amantes do campo, tendem a aproveitar o melhor do meio rural mantendo algum do conforto que tinham na cidade.

Mas, como é, na prática, dinamizado o movimento Novos Rurais?
Reunindo e partilhando ideias, projectos e experiências, sobre a paixão da vida no campo. Agregando pequenos agricultores biológicos e aproveitando “este nicho da economia que é vital ao desenvolvimento do país”. Privilegiando, “de forma sistemática”, a aquisição de produtos portugueses, adquirindo-os a pequenos produtores e gerando riqueza no país, consolidando postos de trabalho nacionais.

Dinamizando fóruns de discussão e apresentação de projectos de turismo rural e turismo de natureza, “salvaguardando deste modo a nossa riqueza patrimonial, natural, cultural e turística”. E promovendo workshops, em temáticas como hortas urbanas, permacultura e eco-construção, explica, em declarações ao VER, João Monge Ferreira, fundador e promotor do projecto Novos Rurais.

“A promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais provocará o desejado êxodo urbano” – Novos Povoadores .
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A iniciativa pretende ainda permitir que a sociedade urbana reencontre o prazer de cultivar e de cuidar de pequenas hortas, promovendo valores como o auto-consumo, e a saúde e bem-estar.

Para este empreendedor, a agricultura “é uma questão de segurança nacional”. Na sua opinião, “vítimas das reformas da PAC, nos últimos vinte anos temos vindo a perder cultura de território, que demorámos centenas de anos a adquirir”.

Crítico, João Monge Ferreira considera que o País tem “gradualmente abandonado a agricultura e vimos as nossas reservas estratégicas reduzidas a números assustadores”.

Portugal assumiu uma vocação florestal que foi importante para a economia a curto prazo, diz, mas “devastadora para o território a médio e longo prazo, como têm demonstrado os últimos anos, em que vimos boa parte do território nacional a arder e os solos, já de si pobres, a empobrecerem ainda mais”.

A boa notícia, garante, é que “a agricultura está de volta”: os neo-rurais são agricultores que “voltam a ter uma grande cultura de território e visão a longo prazo, da importância da agricultura para o seu país e para o seu legado”.

Uma EcoCasa portuguesa, concerteza
Uma Eco Casa para todos construída através de uma rede de fornecedores cem por cento portugueses que se tornam embaixadores da causa. É esta a ambição do projecto também fundado por João Monge Ferreira, com os objectivos de atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços.
Para tal, “são convidados todos aqueles que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais e aportando valor acrescentado à qualidade de vida”, anuncia a iniciativa.

Os promotores da EcoCasa Portuguesa, desígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente totalmente nacional – desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, “a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente”.

Ao VER, o responsável desta iniciativa, que dirige ainda os projectos Empreendedores em Rede e Cibereconomia explica que, na fase inicial, a casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços, e serem fornecedores dos futuros projectos.

O objectivo é que a casa “se adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região”, até porque o futuro do projecto passa pela comercialização em vários países, adianta. É o caso de Angola, Brasil, Espanha e Moçambique, para além de Portugal.

Segundo João Monge Ferreira vão ser projectados modelos low-cost, para fácil implantação em zonas rurais. A primeira habitação, um T3 “orçado em 150 mil euros”, a construir num prazo de dois anos, é um projecto com uma forte componente pedagógica ambiental”, conclui.

O nosso agradecimento à revista VER

São Brás de Alportel – Algarve


O centro histórico é o ponto privilegiado para partir à descoberta de São Brás de Alportel. O adro da Igreja Matriz oferece-lhe uma bela panorâmica, desde o barrocal até ao mar, e no seu entorno, pode encontrar algumas das mais valiosas jóias do património concelhio.

Em pleno coração da vila, pode apreciar os mais vistosos e importantes edifícios. Observe o contraste entre os edifícios altos e imponentes e as modestas habitações térreas, percorra as ruas estreitas, demore-se nos largos, aprecie os magníficos trabalhos em cantaria, as chaminés e as açoteias que caracterizam a arquitectura local.

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