Para os utópicos

Para os utópicos, uma via plena manifesta-se por um empenho sem falhas na realização da utopia, o que podia conduzir a formas monstruosas de acção política e social. Para os místicos, era a realização de si no momento de dissolução no absoluto. Nos nossos dias, o que é uma vida plena – uma vez que o metassocial, que lhe conferia um sentido, já não funciona? Já não há capacidade de formular utopias maciças. De uma parte, há a vida privada, o amor e, da outra, o mercado e, ao lado, o Estado. Qual é o princípio que unifica o privado e o público, o que é que dá sentido a tudo isso?

Quero ter a capacidade, o desejo, de transformar os eventos e as pulsões que me atravessam.

Goldfrapp – Utopia

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