Planície Alentejana

Emerge a planície, num tom triste,
do ventre duma terra fecundada,
onde a esperança canta uma alvorada,
a cada homem do sul qu’inda resiste.

Amarro o meu olhar à terra calma,
lonjura dos espaços cor de trigo,
terra raíz, do sonho onde me abrigo,
da saudade que dói e fere a alma.

Ganham-me asas o sonho e a distância,
que vão desde o que sou, à minha infância,
prisioneiro eterno dos seus espaços,

E à planície que um dia me deu vida,
vou pedir que também me dê guarida,
quando voltar de vez para os seus braços.

Orlando Fernandes (Alentejo… e Outros Poemas)

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