Baptista-Bastos

Baptista-Bastos

Ensaio, ficção, cinquenta anos de jornalismo, muitos livros e muitos prémios. E se o livro As Bicicletas em Setembro não for ainda sobejamente conhecido, já em relação ao autor, não há quem não o conheça.

Como é que lhe surgiu a ideia de escrever «As Bicicletas em Setembro»?

– Queria escrever um texto que fosse, simultaneamente, uma metáfora do País e uma espécie de educação sentimental. Possuía uma ideia muito vaga de como desenvolver a tese e o tema. Não sabia muito bem até onde eu iria. Como começar? Surgiram-me várias hipóteses, todas elas colocadas à margem. Até que, certa tarde, a memória dos sons fez ressurgir o tropel dos cavalos da tropa, escutados na minha infância, na Ajuda. E assim foi. A mulher, Jesuina, personagem central do livro, aparece porque nela começou a concentrar-se a maioria das mulheres que, de uma forma ou outra, me protegeram, me educaram e me amaram. É um texto sobre a grandeza da mulher, sobre a sua inabalável integridade. Este meu livro, como, aliás, creio, todos os outros, é um romance, ou uma novela, como se queira, de situações que se entrelaçam. Levei alguns anos a escrevê-lo e a dá-lo por concluído. Sou um escritor pausado, com uma exigência de rigor que atinge, amiudadas vezes, as áreas do fanatismo. Talvez por isso não aceite, de bom grado, as mistificações feitas, pelo marketing e por uma Imprensa acrítica, acerca de livros e de autores de terceira e quarta ordem.  Ler entrevista

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