A pedra filosofal dentro do meu corpo

O meu corpo droga-me, sozinho. Destila químicos que do interior me injecta nas veias. A maior parte dos dias luto contra drogas poderosas que usa para me derrubar, me fechar os olhos, me entorpecer as pernas. Noutros, faz-me voar rente ao chão que os pés mal tocam, e sei que se abrir as asas à boca da janela, voarei muito leve e grácil como os outros pássaros. Nesses dias enlouqueço de gozo e ar dentro do meu cérebro. Os médicos dizem que são endorfinas. Eu penso que é a merda da vida a chicotear-me. É a merda da vida que me arranha as costas, me ata, desatando-me para me possuir só um bocadinho, finalmente, como eu sonho, eu quero, e me diz, grande parva, podias ter isto, podias ter tudo, podias ter mais. Isabela ( O Mundo Perfeito)

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